Acordo em flor.
Me despetalo do cobertor,
da cortina,
da camisola macia.
Me ponho o corpo a regar.
É então que eu vou me desabrochando...
Mas a vida não me permite sair tal como sou
E é aí que me cubro de roupa séria, da raiz às pétalas.
Só que sou tão flor que até casaco me floreia em dia frio.
Saio sempre assim, esperando que pouse em mim a doçura de um dia lento,
como uma borboleta colorida em um retrato de manhã bonita.
Um comentário:
Cunhada querida, que lindo, que delicadeza!
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