Pois é, ele chegou... Ela que esperou por tanto tempo o vento gelado na nuca, o cobertor pesado sobre o corpo, o café quente pela manhã. Ela o adorava. O ansiava. Para ela, ele era sinônimo de elegância que desfila mantas coloridas e botas de cano longo.
Manhãs ensolaradas e convidativas a tentam: “Vamos sentar ao sol?”.
A noite não deixa de ser menos encantadora: delicias gastronômicas, um bom vinho, bochecha vermelha e brilho nos olhos. (A sensação do corpo relaxando no primeiro cálice, a embriaguez...)
A cama quente, nas manhãs geladas, parece manter o corpo atraído, magnetizado, como imã. Uma preguiça que se esvai com demora, e é só quando a vontade que o dia não termine toma conta dela, (afinal, as paisagens mais belas, fotográficas, quase cinematográficas, estão logo ali, do outro lado da janela), é que ela toma coragem e levanta-se.
A cama quente, nas manhãs geladas, parece manter o corpo atraído, magnetizado, como imã. Uma preguiça que se esvai com demora, e é só quando a vontade que o dia não termine toma conta dela, (afinal, as paisagens mais belas, fotográficas, quase cinematográficas, estão logo ali, do outro lado da janela), é que ela toma coragem e levanta-se.
Em silêncio, na janela, ela pede que o sol a espere. Mas o sol, teimoso que é, adormece antes que ela retorne da rotina. O escurecer traz os desejos com a força e a rapidez do vento minuano. Ela gosta dele, por que é melhor de amar quando ele está presente. Por que é bom encostar no amor com o nariz e os pés gelados, enredar-se entre as pernas do amor na cama, no sofá, na cadeira... Ela sorri. Pois sabe que no instante seguinte irá receber o abraço espontâneo, longo quase infinito, que exala a saudade do cotidiano. O casaco preto do amor esquenta os dois, mas nada transmite mais calor que a energia trocada naquele abraço apertado e sincero, de quem tanto se quer. Na sala vazia de outros, mas cheia daqueles dois, ela, quase que tendo que subir na ponta dos pés para chegar próxima ao ouvido do amor, sussura baixinho: “Adoro inverno! E amo você (em qualquer estação!)"
4 comentários:
Que lindo e delicado teu texto meu bem, como tu. Bjo
Que amor teu texto, Annilda!
Tu és muito íntima das letras... ^^
beijos, te adoro
aii
saudades de um pés quentinhossss
:(
Falha técnica Anninha. Verdade. Via teu blog e não tinha te falado mesmo. Ja faz algum tempo que venho me tratando a base de palavraína, comecei com pequenas doses mas aí o cerebro passou a exigir um pouco mais e mais. Até um ponto que o teu namorado chegou e disse: Cara, faz um blog pra ti velho. Seguí o conselho do amigo, achei que ia diminuir as doses do remedinho, porém, semana passada cheguei ao fundo do poço.!!PAFT!!. Acabei me entusiasmando na dosagem e não me segurei, dei um Ctrl C, Ctrl V e injetei palavraína na veia, digo, no meu blog. Sei que ja não sou mais o mesmo mas, ainda assim, prometi que vou me redimir por tamanho abuso virtual que venho cometendo. A partir de hoje só usarei palavraína tres a quatro vezes por semana, ou por recomendação. Anna só o que posso te dizer é.
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