terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Adivinha quem é o homem da sua vida?

Ele é hipocondríaco, só pode ser, pois a maioria dos seus personagens também o é, neurótico e políticamente inteligente da maneira mais charmosa que pode existir. Não é atoa que faz tanto sucesso com as personagens dos filmes que dirige. Faz aquele tipo indiferente, que não se prende aos padrões tradicionais, mas é tão romântico a ponto de não querer parecer como todos os homens quando estão apaixonados. O problema é que ele é desajeitado e derruba tudo, e quebra as coisas... Mas tudo bem, você também é assim. Você sempre gostou de caras de óculos, admite. Ele fez você amar Manhattan, Sinatra, filmes em preto e branco, política, sarcarsmo e irona. Ele gosta de falar muito e é bastante sincero, ainda que a verdade proferida por ele doa. Diálogos, longos, existencialistas, rápidos, irônicos, pessimistas é o que ele gosta... E você também. Ele precisa de alguém que cuide dele, ainda que ele diga que é melhor não se apegar, não depender do outro. Ele não tem medo da morte, afinal é a única coisa de que tem certeza, mas não pode ver lagostas, nem aranhas... Ele pode dar o primeiro beijo em você bem no meio da rua, sob a justificativa de que se beijariam de qualquer maneira, então que fosse logo, para não ser depois do jantar, para a comida digerir melhor... Ele, por sorte, gosta de mulheres mais novas, deve ser essa fascinação de ensinar, de ser admirado que o faz optar, quase sempre, pelas mais jovens, mal sabe ele, que depois de ficar mais perto da menina, é ele quem acaba por aprender, principalmente, aprender sobre si mesmo. Você que não é adepta de finais felizes como os outros filmes de Hollywood vai se dar bem com ele. De uma forma ou de outra, você sempre o terá, você pode até tê-lo fragmentado em 48 partes. Aposto que até em mais partes ainda, pois não acho que ele pare por aqui... Vida longa a ele, para que possamos tê-lo cada vez mais...

Um comentário:

Gregório Grisa disse...

Eu não invejo o Wood Allen, pelo contrário, se a maioria fosse como ele o cinema americano seria muito melhor.